Que o coração não se endureça…

girl in love

Confesso que não é fácil escrever um texto como esse. Não é fácil encontrar a poesia com o coração adormecido. Mas o foco é te falar sobre a importância de não permitir que as situações, por mais difíceis, endureçam o teu coração, a tua capacidade de expressar sentimentos nobres.

Mesmo após quaisquer cruéis desilusões é preciso dar ao peito não apenas o tempo para que se recupere, mas o ímpeto de que precisa para continuar sendo terra fértil para bons sentimentos.

O ser humano é ensinado há milênios que o relacionamento é principalmente aquele com o outro e nunca consigo mesmo. É como se fôssemos treinados a pensar até mesmo sob o prisma da suposição do que está na mente do outro, que é quase loucura.

Em uma desilusão, o que se procura inicialmente é encontrar respostas para um monte de porquês, respostas que não mudam em nada o fato de a desilusão ser o que é, difícil. E aí pode ser que por alguns dias, semanas ou quem sabe meses, você diga a si mesmo e a pessoas do seu convívio que será diferente da próxima vez, que não se entregará como antes, que não será tão idiota. Mas o ato da entrega não foi jamais um erro, foi uma expressão inevitável de um coração vivo e pronto.

Uma não-correspondência do outro, que também precisamos compreender, afinal, é assim que é no mundo. O fato de não ter sido correspondida em sentimentos, que pode ser um ato com inúmeros contextos —, o que também vai ditar o tamanho da ferida — não deve ser a razão para que o coração se empedre, pelo contrário, mas que renasça ainda mais forte após a dor.

Ninguém erra por ser o que é, por ter agido com sinceridade, por ter sentido algo especial, ninguém erra por se dar. Não é uma questão do que se fez de errado, mas do que se fez de certo e que não se correspondeu com a ausência de ligações no outro para receber essas ações verdadeiras e espontâneas.

Não vale mergulhar nas sombras. Pelo contrário, procure se esquivar de tudo de sombrio que tentar lhe perseguir. O coração vai voltar a ser poesia sempre, não permita que as circunstâncias o oprimam a ponto de não conseguir mais destilar amor.

 

 

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