Livro sobre ser feminino também para homens?

Mulher como representação masculina?

Apesar de uma história que tem como cerne um ser ‘sem nome’, conhecida na narrativa como Mulher Quebrada, o livro tem como finalidade mostrar a aventura dentro da existência de uma alma. Este ser feminino também propõe uma representação masculina. Quem é a mulher em pedaços? É literalmente uma mulher, mas também é um espelho para seres, além do gênero, seres que de alguma maneira têm sido convidados a aventurar-se em si mesmos, mas talvez ainda não tenham tido a coragem para este mergulho.

Ficção: romance, aventura, o que essa obra é?

Romance com um quê de aventura é o que a obra propõe. O livro tem sete capítulos, que se completam e mostram a jornada da personagem rumo em busca dela mesma, se construindo até mesmo como personagem ‘completa’ diante do imaginário do leitor.

Em cada capítulo há algumas histórias de personagens entrelaçadas, como de Laura, Maria Fernanda, Pedro, Heitor, entre outras. Essas histórias propõem uma reflexão sobre o ato da escolha humana como ferramenta essencial que norteia caminhos.

Homens podem ser a Mulher Quebrada?

Claro que sim, homens podem, e como a personagem, também enfrentam a mesma sensação de desconhecimento de si ou de que estão desmoronados, precisando ressignificar a própria existência.

“Que toda a coragem seja a arma mais imponente e importante, que todas as vestes mais enlameadas possam ser lavadas pelas águas cristalinas do desejo absurdo de ser quem é. Que todas as mulheres quebradas, talvez em corpos de homens, possam ser restituídas pelo contato com um ser feminino que esteve totalmente disforme.”(trecho da obra)

Não é um livro sobre mulheres ‘apenas’, é um livro sobre gente, e neste caso, a personagem leva essa ‘identificação’ feminina. A autora não pensou muito nisso enquanto escrevia, mas hoje compreende que talvez fosse mesmo preciso trazer o homem à identificação com a mulher e não o contrário, como uma espécie de quebra de correntes importante.

É feminista essa obra?

Embora por tratar sobre um ser feminino e consequentemente se enquadre em temáticas femininas e dentro do movimento feminista, a Mulher Quebrada é uma obra além de movimentos. O ‘ser’ humano está além de teorizações e embora essas teorias sejam essenciais até para a prática do ‘ser humano’, o sentir e o deixar a intuição verdadeira se aflorar e nortear os caminhos faz muito mais parte da essência do livro. A leitora ou leitor darão o veredito sobre o que esse livro é ou não.

Há alguma influência da psicologia na concepção da obra?

Quando escreveu, a autora não pensou muito no quão da psicologia poderia estar inserindo no livro. Mas o fato de a personagem viver entre dois mundos, entre o mundo dos sonhos e o real, faz uma referência ao psicoterapeuta Jung.

Certa vez, muito antes de escrever a obra, a autora sonhou com uma folha de sulfite em branco e com o nome Carl Jung escrito na cor preta –, ela nunca havia tido qualquer contato com obras dele – e sequer sabia como o sobrenome do psiquiatra se pronunciava até aquele momento. Ela só se lembrou desse sonho novamente depois de ler pela primeira vez a obra finalizada. Escreveu sobre isso um anos e seis meses antes de escrever o livro: Se o que importa é ser, que então sejamos

Por que ler a obra?

Por que não ler? Por que não dar uma chance de conhecer a personagem e a história?

Às vezes ela (autora) gosta de se referir a si na terceira pessoa.

 

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