Nós não somos classificáveis! Não mesmo

Gostaria de começar esse texto falando sobre a busca por ser quem é, mas considerando sempre melhorias, até que se chegue a um ponto, que mesmo após enxergar-se com as imperfeições humanas inerentes, consiga afirmar dentro de si: esse (a) aqui sou eu!

Que se chegue a um ponto em que agradar o outro ou pensar no que o outro vai pensar se torne a segunda parte do processo de reflexão, e que o primeiro, o sumo da reflexão, esteja em como é que você encara a si, e como você, com a sua verdade, deve encarar uma situação.

Que se chegue a um ponto em que o conceito de egoísmo seja repensado dentro do seu contexto. Você se colocar em primeiro lugar é parte da empatia, sabia disso? Você testa em si uma maneira tua de ser e de se enxergar, que vai salvar as almas que fazem parte do seu cotidiano, de pesares, como de terem de ‘aturar’ o teu fardo de ser, que é apenas seu.

Que se chegue a um ponto em que a autoimagem seja importante no sentido de que ultrapasse totalmente a percepção física, esse físico efêmero que engloba o avanço do tempo, o envelhecimento de um corpo físico, que caminhará rumo à plena debilidade e inexistência.

Você está além do seu corpo físico, está além de estatísticas, está além de classificações… Mas entenda, isso não te dá o direito de ser covarde consigo inflamando o próprio ego ou achando que o mundo é obrigado a aguentar as suas imperfeições porque ser imperfeito é parte do que é ser humano.

O ser ‘inclassificável’ ao qual me refiro, é no que diz respeito a ser único. Sabe aquela história de que todos são substituíveis? É mentira. Alguma coisa você pode fazer aqui, nesse planeta, de um jeito só seu, se você aqui não fizer o que precisa fazer, para o seu ser humano ser íntegro no que diz respeito a usar todas as capacidades que lhe foram concedidas, alguém obviamente desempenhará o seu papel, mas não como você faria, não com a sua essência.

Poderia não ser brasileira, poderia ser americana, ter nascido no norte dos Estados Unidos, poderia ter escolhido uma carreira completamente diferente por um contexto social e cultural diferente do que vivo aqui no Brasil. Mas foi aqui que nasci, nesse país maluco e ao mesmo tempo desafiador, se não fossem as dificuldades, se não fosse o contexto social e cultural ao qual pertenço, eu não teria escolhido os caminhos que escolhi. Sou quem devo ser, exatamente onde estou, e é daqui, desse lugar, desse território brasileiro que me farei ouvir. Por que me ouvirão? Porque jamais negarei as ferramentas que me foram emprestadas. Se podemos fazer algo grandioso, por que não fazer?

Quer irradiar? Irradie. Escolha. Comece. Entenda que existe uma missão. Não é para respirar somente que existimos. Não admito viver nessa Terra se não puder deixar algo aqui. Não admito viver aqui sem ser de fato. Prefiro a morte agora a não fazer aquilo que sinto que preciso fazer.

Está com muitas dificuldades em equilibrar os pensamentos? Talvez uma ajuda especializada seja o mais recomendado agora. Estou falando por experiência própria. Terapia é essencial, fundamental e não é ‘gasto à toa’ jamais. Pensar na saúde mental deve ser prioridade.

E sabe o que mais deve ser prioridade? Tentar encontrar o que te faz feliz, o que te completa, e mais do que isso, dar um passo para que algo maravilhoso comece a acontecer.

 

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