O que você ainda não sabe sobre quem sou

As portas se fecharam e você jamais voltará a ver meus olhos. Estou falando sobre o momento em que permito que parte da minha alma acene pelas piscadelas.

Você não sabe absolutamente nada sobre quem sou. Não que eu saiba totalmente, e isso parece aqueles conglomerados de palavras que não levam a muitas águas. Mas tá aí uma coisa que você não sabe, que a palavra é um rio que me leva e que misteriosamente não me afogo, embora faça força às vezes.

Você não sabe em minha mente em quantos cômodos habitou. Você não pode supor como as mobílias eram tantas e diferentes. Você jamais conseguiu ouvir o brado que minha mente ecoava sempre que chegava tão perto do meu corpo. Você jamais conseguiria.

Te vi pensando uma vez ao longe e nesta vez entendi que jamais me entenderia. Para se perder é sempre preciso uma cia e você jamais seria a minha. Você não sabe nada sobre o meu humor, sobre a minha dor, sobre quando estou por dentro esperando um tiquinho para correr, primeiro de mim e depois de você e do mundo.

Você não sabe nada sobre os meus gostos, desgostos, sobre as cores que mais gosto e sobre o que sinto realmente. Às vezes nem eu sei. Se me perguntar se eu lembro do que estava falando, eu direi que sim, muito por cima, mas na verdade, lembro frase por frase, e não diria porque poderia parecer meio loucura e você se assustaria porque também identificaria as palavras como suas.

Você não sabe nada sobre quem sou, sobre o meu gosto pelas estrelas, pela solidão, pelo choro sentido no silêncio, que fala tanto comigo, mais que um amigo, em muitos momentos.

Você não sabe como me sinto em dias de verão, como sucumbo com o calor, como o mormaço me agride e me perturba a mente.

Você não conhece nadinha de minha alma, de minha calma que suporta tanto, mas quase nada do meu vulcão. Você não me conhece nada, irmão. Nada.

Sabe quase nada das músicas que me embalam, sabe nada das crises que me evoluem, sabe nada do reggae e de como me embala a alma. Você não sabe nada de como é dentro da minha alma, de como meu silêncio conversa, de como é louca a peça que enceno na mente e de como quando te beijo, me derreto, mesmo que pense que sou assim, uma esfinge, sou tão simples!

Você, não sabe nada de quem sou. Você não sabe das questões que estão aqui enraizadas, não sabe que mudo de onda a cada vento, mas que mantenho o mar imenso como sempre. Você não sabe.

Você sabe tão pouco sobre quem sou, que talvez pense que esse você é você, mas esse você sou eu mesma. Realmente você não sabe muitas coisas sobre quem sou, mas sempre que estive ao seu lado, eu estive, você não entendeu, entendeu? Não. Você não entendeu. Não sabe nada sobre quem sou e, quem sou, sabe um bocado sobre esse meu eu.

O que você realmente ainda não sabe sobre quem sou é que sou e, quando souber disso, já estarei como lá no princípio, de portas fechadas.

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