Não perca o seu tempo com o que não faz o teu coração vibrar

Não minta para si mesma. Você sabe exatamente o que é e o que busca. Ainda não sabe? Pergunte a si mesma. Há uma frase da Nina Simone muito repercutida de que ‘é preciso aprender a se levantar quando o amor não está sendo servido’, é exatamente isso, é preciso se levantar.

O nosso tempo aqui é escasso, não temos todo o tempo do mundo como diz na música, temos o ‘nosso’ tempo, a nossa essência e uma saúde mental para preservar. Vi uma frase em redes sociais, nesses portais de psicologia que dizia que deveríamos cuidar de nossa saúde mental, e que não deveríamos perder o nosso tempo com o que nos faz tanto mal, com o que tenta nos tirar a paz de buscarmos por quem realmente somos.

Por que a gente tem uma tendência tão grande a perder o nosso tempo com aquilo que não nos acrescenta em absolutamente nada? Por que às vezes a gente se perde tanto em caminhos tortuosos, mas tão óbvios? Não perca o seu tempo com o que não faz o teu coração vibrar, não aceite bulhufas pelo que oferece genuinamente.

Não aceite versos repetidos em troca de um soneto sincero. Se levante ao se sentir de alguma maneira ultrajada, às vezes, esse ultraje não tem nada a ver com a outra pessoa em si, tem a ver conosco, é quando nós permitimos que a nossa essência seja ferida de alguma maneira.

Na vida aprendi que a gente nunca deve explicar sobre quem é, devemos apenas ser, existir, seguir, agir e são essas atitudes que falam por nós. Vivemos envoltos por uma virtualidade, com uma porta escancarada para a oportunidade de dizer o que quiser, e as pessoas falam (por áudios, palavras escritas) mas sempre devemos observar as ações, se correspondem, se estão na mesma frequência do que é dito ao léu.

Sei que é muito decepcionante em muitos momentos esses encontros furados ao longo da vida, e há quem diga que manter a distância de pessoas é o que blinda das decepções, mas não, quero continuar próxima, de quem sou e das pessoas, quero continuar acreditando, me aproximando e me desarmando a cada contato. Quero me manter intacta, com minha essência encorpada e quero não ter medo de estar vulnerável ao novo. Talvez eu me decepcione mais uma, mais dez vezes, mas e daí?

A gente fica triste uns dias, aluga uns amigos mais próximos, perde uma sessão de terapia falando de algo que parecia já ter sido superado, mas depois, passa, o que doía vai passando, vai perdendo a importância, e a gente vê que tem coisas muito lindas para fazer na vida.

A gente enxerga que tem sonhos grandes sobre nós, que tem propósitos de vida que nos dão sentido para existir, a gente vê que tem uma identidade única no mundo e quer fazer isso valer a pena.

Se estiver na mesa, se sentindo desconexa, se percebe que está ferida ou que vai se ferir gravemente, apenas se levante. Não olhe para trás, ajeite a postura e caminhe, rumo à sua dignidade, ao seu bem-estar, à sua saúde emocional e a um lugar confortável: sendo quem você é.

Não perca o seu tempo com o que não faz o seu coração vibrar, não perca o seu tempo com quem não está disposto (a) a te conhecer de fato, não se disponha a quem está sem um pingo de energia. Se levante e não olhe para trás.

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