Vomite tudo o que for morno!

Nem café, nem amores, nem qualquer coisa que faça parte do seu ato de viver. Não aceite temperaturas mornas que provocam o vômito. Não segure o vômito! Não se contente com o tanto faz, com o pouco, mas está bom, com cerveja que não esteja estupidamente gelada.

Não se conforme com toda a merda, não segure um puta que pariu quando lhe vier na mente. Não se cale. Estou primeiro escrevendo a mim mesma.

Não queira o pouco, não se conforme com o mínimo, por favor, isso não!

Não se contente com o nada, não ache o nada o máximo que poderia ter, não! Vomite! Se estiver difícil colocar para fora, provoque, com toda a força que tiver na alma e com toda a vibração que lhe restar nas veias.

Não se acostume a temperaturas amenas, a “amores” medíocres, a presenças doentes. Não ache que é assim que tem que ser e que viver é aguentar.

Não culpe seu signo, ascendente, lua ou o que for na Astrologia para justificar a sua inércia, você consegue sair da merda, sempre que quiser.

Não encare o morno que dá ânsia, dizendo que é isso mesmo, que seu paladar se acostumará. Vomite! Escandalize, se for necessário. Vomite absolutamente tudo o que restar de intolerante, na alma, no espírito e na carne (porque tudo é um conjunto).

Não se conforme com esse pouquinho, com esse esforcinho e com esse diminutivo todo que começa na sua maneira de se enxergar e se projeta sobre as pessoas que cruzam o teu caminho.

Não se conforme com um pedacinho, bem nojentinho de genérico de sentimentos. Não se conforme com um tiquinho assim, bem mesquinho de gostar morninho. Não aja de maneira morninha, aprenda a cortar como machado bem afiado quando os galhos secos ao seu redor quiserem te impedir de caminhar.

A vida, tão quente, tão gélida e tão ágil não tem espaço para o que é morno. Se vivermos a vida que há, o morno incomodará, causará ânsia e vamos vomitar. É assim que tem que ser. Sem bons modos, sem pensar em muita etiqueta em uma hora como essas, é preciso decidir por ser de fato esse ser de lado A e lado B, sem o meio terminho. Ora muito quente, ora gélido, mas jamais morno.

Não aceita esse pedacinho grotesco que querem que chame de “é o que há”. Para a puta que o pariu esses inhos todos, precisamos de mais doses de eternidade.

 

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