recuperação pós -divórcio

De que maneira lidar com a recuperação pós-divórcio?

O divórcio/separação costuma ser um dos acontecimentos mais conturbados tanto para homens quanto para mulheres, porém, o público feminino tende a sofrer mais na recuperação pós-divórcio.

Segundo especialistas, por um histórico de atendimentos clínicos, geralmente quando os homens pedem a separação é porque já encontraram outra pessoa e quando a mulher toma essa decisão, costuma ser comum em pouco tempo o ex-companheiro já ter encontrado alguém e estar refazendo a vida.

Para as mulheres, a sensação de “luto” após o final de um casamento pode durar alguns anos, porque costumam apostar todas as fichas nessa relação a dois, mas não é só isso, até por uma questão cultural, a idealização da família e do amor é predominantemente feminina.

Para quem assistiu ao filme Comer, Rezar, Amar, do bestseller de mesmo nome, conheceu a história de Elizabeth Gilbert. “Liz” é americana, magra, loira, casada e uma escritora bem remunerada, o que levava à crença para quem a visse superficialmente, que tinha todos os atributos para uma vida feliz.

Em um momento de extrema angústia que nem ela mesma consegue mensurar, se vê no chão do banheiro, chorando sem parar e, após isso, decide fazer uma oração ao Divino. Ela decide se divorciar do atual marido e após esse período conhece um ator com quem passa a sair frequentemente, mas a sensação de angústia ainda continua em seu interior.

É aí que decide fazer uma viagem para três países específicos: Itália, Índia e Indonésia. Ela deseja aprender a organizar a gerenciar melhor os prazeres oferecidos para os seres humanos de acordo com cada cultura: Itália (prazeres da carne), Índia (prazeres da alma) e Indonésia (equilíbrio entre os dois). Mas a ferida interna de Liz resiste à cicatrização.

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Por que a recuperação pós-divórcio para tantas mulheres é complexa?

A recuperação no pós-divórcio envolve uma série de fatores, afinal, para cada mulher, o final do relacionamento terá um peso diferente e uma simbologia diferente. Vale salientar que a saúde emocional também é um fator fundamental e que determinará como será essa recuperação.

Libertação de sentimentos e mágoas

Geralmente, uma separação pode ser difícil quando uma das partes ainda tem sentimentos pelo parceiro(a), de acordo com especialistas, há algumas orientações que podem auxiliar no processo da recuperação pós-divórcio.

Se liberte da idealização do parceiro – superando o divórcio

Se ainda existe a admiração pelo outro, o que prejudica o processo de recuperação pós-divórcio, é orientado que a idealização perca a força. Na idealização, os aspectos positivos são supervalorizados e o ideal é que se encare a realidade, ou seja, os aspectos positivos e negativos devem ser pesados na balança, e obviamente, o que gerou a separação foi a evidência dos aspectos negativos.

É possível manter a admiração, mas admitir que em uma vida a dois, os aspectos negativos são superiores aos negativos e a vivência de uma relação de casamento não é possível.

Encare as lembranças ruins

Quando aquilo de positivo surge na mente é importante que a recordação das razões da separação também logo se sobreponha às lembranças. É claro que esse é um processo que precisa fazer parte no início da separação, a ideia é que após um tempo, naturalmente a pessoa vá superando esse término, recuperando o seu equilíbrio mental, saúde emocional e autoestima.

E se houver esperança?

Se houver esperança de que a pessoa “volte”, quando foi ela quem terminou a relação, trabalhe com a realidade. Ao encontrar a pessoa, exponha a percepção de que ainda há sentimentos e de que a relação não deveria ter terminado. Se houver reciprocidade nessa crença, talvez esse casamento possa ser reatado, mas caso contrário, é importante enfrentar a dor da rejeição e realidade para conseguir virar a página.

Se afaste

O se afastar envolve se livrar de algumas recordações, parar de cultivar “gatilhos emocionais” como aquela música especial ou ir aos mesmos lugares, sem contar o hábito de stalkear redes sociais. Se desligar totalmente é necessário.

Quando se tem filhos, é fundamental que exista uma delimitação de contato, afinal, o filho deverá manter a ligação com o ex-companheiro (a), mas não você, exceto questões relacionadas ao bem-estar dos filhos. Evite falar mal do (a) ex na frente do filho, afinal, esse vínculo nada a tem a ver com o fim da relação.

O que fazer quanto às tantas feridas na alma?

Ninguém sai de um casamento pleno. É natural que na alma persistam feridas. A cicatrização pode levar um tempo para acontecer e esse tempo vai variar de pessoa para pessoa.

Não cultive raiva e culpa e não leve esse fardo do último relacionamento para um próximo, aliás, se isso ocorre, é sinal de que é necessário mais tempo consigo mesma antes de recomeçar no processo de se relacionar com alguém.

Se dar um tempo é essencial. Faça aquilo que te dá prazer. Invista em um novo conhecimento, veja filmes inspiradores, se relacione com os seus amigos, se renda a alguma atividade artística, etc.

A concentração no trabalho é importante no processo de recuperação pós-divórcio, mas é fundamental se questionar se estiver se dedicando totalmente à vida profissional, sem equilíbrio algum, deixando de lado a vida social.

Se a recuperação estiver quase insuportável, se acha que o tempo tem passado e nada tem mudado, os rancores continuam na alma, o sofrimento persiste, ou ainda, os sentimentos pelo ex-companheiro(a) persistem, procure ajuda psicológica.

Se encontrar com você mesma é o mais importante agora. Liz viajou para três países, mas no fim das contas, era para dentro dela que ela precisava viajar. Viaje para dentro de si. Uma hora as feridas serão curadas e as cicatrizes te lembrarão de que algo importante foi superado e, no fim das contas, você cresceu como ser humano.

Gostou do texto? Compartilhe! Aproveite e conheça o livro Mulher Quebrada, escrito pela autora Daiana Barasa, voltado para seres em busca da reconstrução interior

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