ciúme é considerado doença

Quando o ciúme é considerado doença?

Em algum momento você foi alvo ou sentiu ciúme. Segundo especialistas, em algum grau o ciúme é considerado uma reação emocional normal, como um sentimento transitório, que não condiciona a vida de quem sente, ou seja, a pessoa não tem a sua vida afetada por esse sentimento.

Esse ciúme considerado normal é baseado em fatos. Quando se trata do ciúme em um relacionamento amoroso, por exemplo, o intuito é “preservar a relação”. E ainda há muitas pessoas que consideram o ciúme como prova de amor, zelo ou de valorização.

Nesse artigo, o portal Mulher Quebrada, esclarece sobre quando o ciúme é considerado doença e quais os prejuízos à vida de quem sente.

Quando o ciúme se torna uma patologia – Síndrome de Otelo

O nome para o ciúme que se enquadra em patologia é síndrome de Otelo, que é quando a pessoa alimenta uma ideia de infidelidade tão intensa, que isso muda a sua relação com as outras pessoas, todos são vistos como ameaça.

O ciúme é considerado doença quando a pessoa deseja controlar totalmente os sentimentos e comportamentos do parceiro (a), de alguma maneira querendo impedir a liberdade do outro.

Esse ciúme descontrolado vai afetando dia após dia a qualidade de vida da pessoa que o sente e da pessoa afetada. A pessoa ciumenta tende a criar uma obsessão de perseguição a fim de checar se as suas crenças de traição têm algum fundamento. Celulares, ligações recebidas, redes sociais, e-mails, entre outros meios, se tornam alvo da pessoa que sofre do ciúme patológico.

Por trás do ciúme há uma raiz de insegurança, levando a pessoa que sofre deste mal a essa tentativa de controle a todo o momento. Em qualquer que seja o contexto, a pessoa ciumenta não dá paz ao seu parceiro (a), achando que em qualquer lugar em que vá sozinha, irá encontrar alguém.

Qualquer atraso se torna razão de desconfiança e discussão e ainda que a pessoa perceba que não há qualquer razão para ciúme, persiste alimentando as fantasias, até mesmo porque não há razão no ciúme, trata-se de um mergulho profundo no campo das emoções descontroladas.

O ciúme também está relacionado à baixa autoestima, sendo que a pessoa não consegue valorizar a si mesma. A todo o momento a pessoa acha que pode ser traída e abandonada, o que leva a uma conclusão de que a honestidade e reciprocidade em um relacionamento não valem a pena.

Como o ciúme pode afetar quem o sente

O escritor Miguel Cervantes já dizia que “Os ciumentos sempre olham para tudo com óculos de aumento, os quais engrandecem as coisas pequenas, agigantam os anões, e fazem com que as suspeitas pareçam verdades”.

Em um relacionamento amoroso, o ciúme, em um grau considerado normal, é capaz de auxiliar na construção do amor no cotidiano, expondo as fraquezas de cada pessoa, provocando em muitos momentos, a conciliação, o estabelecimento de limites e vivência do respeito mútuo.

O ciúme é considerado doença quando a pessoa experimenta várias emoções em um curto espaço de tempo como: ansiedade, raiva, vergonha, insegurança, humilhação, perplexidade, culpa, aumento do desejo sexual e desejo de retaliação. A pessoa ciumenta vive em uma espécie de “vulcão emocional”, não conseguindo lidar consigo, com as suas fraquezas, e claro, afetando a pessoa alvo de seu ciúme.

O que é preciso refletir sobre o ciúme feminino?

Por questões sociais e culturais, a complexidade quando se fala no ciúme feminino é maior. A sensação de insegurança e a “rivalidade” alimentada entre mulheres é algo que só piora o quadro.

Além disso, há muitos casos de mulheres que se relacionam com pessoas que alimentam esses tipos de insegurança, sendo assim, ao fim dos relacionamentos são tachadas como possessivas ou “loucas”. Diante desse contexto: até que ponto o ciúme feminino não parte também de uma insegurança alimentada por séculos, de que se está em uma constante disputa?

Outra questão: o conceito de amor romântico, que leva a essa crença no amor mediante “disputa” não contribui para a vivência do ciúme entre o público feminino?

Como se livrar dessa doença?

O primeiro passo para se livrar dessa doença é a pessoa admitir que sentir ciúme é algo recorrente, principalmente em relacionamentos amorosos e que não traz a sensação de bem-estar, pelo contrário, mas a sensação de ausência de paz.

Com o auxílio de recursos como a TCC (terapia cognitivo-comportamental), será possível que a pessoa reaprenda a se relacionar diminuindo essa necessidade de controle, libertando-se da sensação de angústia.

O processo não será simples, afinal, em grande parte dos casos, essa “montanha-russa” de sensações foi experimentada em outros momentos na vida como em um ciclo de repetições, mas com apoio é possível reverter o quadro.

O que você pensa sobre o assunto? Compartilhe a sua opinião.

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