HÁ FLORES… EU VEJO ASSIM!

texto originalmente publicado no blog Comigo em Plutão

A dor cura! Você já pensou nisso? A cura passa pela dor. A dor dilacera até o momento da cicatrização e ninguém pensa que a ferida aberta vai se cicatrizar, assim, de repente. A gente às vezes acha que a ferida não vai fechar ou que o sangue nunca vai parar de jorrar.


Você já cuidou de flores que de repente ou acidentalmente morreram? Foi assim com uma violeta que eu cuidava com todo o carinho do mundo. Caiu da janela, e quando vi ali meu vasinho despedaçado e aquelas flores roxas lindas, meus olhos imediatamente se abriram em manancial como se parte de mim tivesse morrido junto.

Mas sabe… eu não sou um referencial mesmo de normalidade. Quando criança, um dos meus grandes amigos era uma esponja de banho em formato de cachorro que eu não conseguia usar – por respeito à amizade – apenas conversava com ela sobre meus dramas infantis.

Mas não é sobre alucinações que quero escrever hoje. Quero fazer você se lembrar das Flores, de Titãs e das flores que moram no seu jardim. Das flores que querem que você cuide delas. Algumas podem ter morrido, outras podem estar à beira da morte porque você está despedaçada(o).

A dor cura! Você já pensou nisso? A cura passa pela dor. A dor dilacera até o momento da cicatrização e ninguém pensa que a ferida aberta vai se cicatrizar, assim, de repente. A gente às vezes acha que a ferida não vai fechar ou que o sangue nunca vai parar de jorrar.

Há flores por todos os lados… Mas você precisa se lembrar de algo óbvio: “As flores de plástico não morrem…” Por mais lindas e gritantemente perfeitas, qual a magia de cultivar flores mortas? Qual o cultivo em flores de plástico? Qual a magia de trocar energia, de trocar confidências com um pedaço morto e belo?

Sabe, o mistério das flores é que são como seres humanos. Precisamos de água, precisamos de luz, precisamos de dedicação (de nós mesmos) na maior parte do tempo. Precisamos de cultivo, precisamos nos cultivar, não podemos nos esquecer e nem esquecer do nosso jardim, da vida que depende de nós.

A dor vai fechar esses cortes, a dor vai levar à cicatrização. Ainda que dilacerada, preciso cuidar das minhas flores, ainda que não esteja suportando mais, há flores, muitas flores que dependem da minha dedicação, da minha água, que precisam dos cuidados desses pulsos cortados.

Houveram alguns momentos em minha vida em que pensei: “Acabou! Daqui o que pode sair de bom agora? O que pode ser feito à essa altura do campeonato?”

Antes de sofrer, antes de cortar os pulsos, antes de se jogar sabe lá Deus de que andar, antes de se enfiar embaixo da terra, embaixo da vida ou da morte, antes, antes de tudo, anote o conselho dessa louca:

“Cuide das suas flores, cuide do seu jardim, vá ainda que em prantos cuidar das frágeis flores. Vá com esse coração despedaçado recolher as folhas secas do jardim. Se importe, se importe porque é o seu jardim”.


Escolho olhar meu jardim, escolho as flores. Escolho ver além de todas as atribulações que a vida impõe: FLORES! Há flores em todas as partes… Em tudo que vejo!

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