Quem é Billie Connelly de Sex/Life?

A série Sex/Life é muito mais do que cenas de sexo e nudez, pode acreditar. Essa série me fez pensar sobre a vida que temos e sobre a vida que fantasiamos.

Mas ainda vai além disso, essa série nos traz reflexões sobre fantasiar sobre aquilo que já se sabe ser algo improvável.

Billie Connelly (Sarah Shahi) é uma mulher casada, com um filho e uma bebê, mas que passa a se sentir totalmente entediada com a vida que tem. Sua distração passa a ser usar o seu notebook como diário e nele expor aquilo que a fazia sentir-se “viva” que era uma vida sexual ativa, que já não fazia parte, da maneira como ela gostaria, de sua atual vida.

Ela opta oito anos antes se casar com Cooper, depois de um mês do término de um relacionamento intenso com Brad.

Brad era aquele cara aparentemente lindo, sedutor, mas assumidamente problemático. O combustível dessa relação é o sexo e é sobre esse sexo que Billie tanto fantasia, a ponto de escrever sobre isso em seu diário.

Nos momentos em que ela traz à memória algo além do sexo com Brad, percebe-se uma neblina, uma espécie de vulto sobre essa relação. Brad era nitidamente aquele cara com quem Billie não poderia contar quando surgisse qualquer problema, porque ele sequer conseguia lidar com as questões dele.

Entre a fantasia e a realidade

Num dia qualquer, Cooper se depara com o diário de Billie em sua frente e fica sabendo dessa história anterior com Brad e tem uma reação inesperada, passa a se comparar com ele, porque ele ama tanto a própria mulher que gostaria de saber o que será que falta nele para que ela se sinta assim tão extasiada quanto com o ex.

Inclusive, é no momento de comparação que surgiu a polêmica do episódio três, porque Cooper flagra Brad no banho depois da academia e faz uma comparação física.

Cooper é aquele homem que sempre priorizou muito a vida profissional, sempre levou muito a sério os seus projetos e propósitos, inclusive, a família construída com Billie. Cooper era o homem da vida real dela, mas não era ele que a fazia se sentir viva – como ela gostava de frisar – em seu diário.

O problema se instaura quando Billie vai à casa da melhor amiga Sasha e a flagra junto a Brad. Ela se sente incomodada com a situação ao mesmo tempo que compreende que não tem nada a ver, já que está casada há oito anos e Brad sempre foi o homem sedutor e conquistador de Nova Iorque.

Essas fantasias, esse olhar para o passado e pensar como tudo era melhor, faz com que Billie se sinta mais infeliz e com que Cooper se sinta também cada vez mais frustrado por achar que não consegue fazer a mulher feliz.

Quem é a Billie?

Aos poucos, vamos conhecendo mais sobre o Brad do que sobre a própria Billie, porque é isso o que ela faz, ela coloca essa vida do passado como o centro de sua vida, esse sexo com o Brad.

Billie deseja sentir a mesma coisa que sentia há oito anos quando estava em outra fase da vida, com outras perspectivas sobre a vida.

Apenas o sexo era a base de sua insatisfação com Cooper, algo que ao longo da série, você pode questionar: mas por que não conversar e resolver isso de outra maneira? Mas há pessoas que nunca estarão satisfeitas com a própria vida, mesmo no caso de Billie, em que cada escolha teve a participação consciente dela.

Falo isso com propriedade porque em muitos momentos vivi assim, fantasiando situações, sobre minha própria vida, sobre pessoas, enfim… A realidade parece menos legal ou menos atrativa e então parece que fantasiando a vida fica mais “charmosa”.

Só que a vida que vale a pena viver de verdade, é a própria. A pessoa que merece o protagonismo na própria vida, é você. A base da sua vida não pode ser algo tão raso (a meu ver), como o sexo.

A base da vida precisa ser quem se é autenticamente e por que Billie não se sentia viva? Era mesmo o sexo a razão de sua insatisfação?

Ela disse sim a uma vida que depois de oito anos anos se tornou um fardo, porque esse sim foi para fugir dela mesma. Ela largou os seus propósitos pessoais para estar ao lado de pessoas que com ou sem ela tinham os próprios propósitos.

No fim das contas, não era uma questão de Cooper ou Brad. Era uma questão de: até quando você será a segunda escolha na própria vida?

O que você pensa sobre o assunto? Compartilhe a sua opinião.

Gostou do texto? Acompanhe o nosso conteúdo nas redes sociais InstagramFacebook e Twitter! Aproveite para conhecer o livro Mulher Quebrada

Leia também:

Você se sente infeliz no trabalho? Mude essa realidade

Processo no autoconhecimento dói, mas é libertador

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s