Homem de Dores

Ele atravessou um dos vários desertos.
Se vestiu de linho em um dia frio e nada o faria voltar,
Ele era daqueles que acreditam que os finais são melhores do que os começos,
No começo, ele tinha tudo.

Ele foi até o topo da montanha escura,
Viu uma porção de estrelas e sentiu um profundo I miss you.
Lá, entre os galhos de uma copa muito alta, viu parte dele mesmo,
Esperando, intacto, por um lance de coragem.

Era desses andarilhos, com um coração gravemente partido,
era desses que ninguém entende,
em que todos meneiam a cabeça na esperança de que pare de falar,
porque nunca sabem o que responder.

Dessas pessoas que falam uma língua que não tem uma porção de palavras que possam dizer aquilo que sentem,
Ele procura um significado,
algum sentido para a dor e a chama de blue.

O cara tem algo a dizer, mas sinto muito,
nunca irão ouvi-lo.
Talvez nunca nos ouçam, dude!
E ele diz I miss you, mas gostaria de dizer saudade.

Os sapatos dele estão desgastados e seus pés estão feridos.
Ele não é fácil de entender;
Não é fácil de ouvir.

Ele tem uma ferida aberta na perna esquerda, enfaixada com um pedaço de tecido velho;
Aquela sensação estranha continua e sabe-se lá em qual deserto ele morrerá.

Mas tem uma trilha que toca quando o silêncio gela de tão insuportável.
É triste, mas também é vivo e significativo.

Ele é um homem de dores.
Mas aprendeu a se deleitar na areia gelada.
Ninguém 

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Publicado em: Blog

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